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Comerciantes lamentam destruição de lojas após incêndio: “Queimou tudo”

Um deles, José Eudes, calcula um prejuízo de ao menos R$ 300 mil com a perda das duas lojas que tinha no galpão da Feira dos Goianos. Incêndio durante a madrugada destruiu ao menos 12 lojas

Em frente ao galpão atingido pelo incêndio na Feira dos Goianos, dezenas de comerciantes e funcionários observavam o trabalho do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil sem saber ao certo quando poderão retomar o trabalho. No local, que permanece interditado ao menos até esta quarta-feira (25/1), o cenário era de tristeza, com dezenas de roupas, calçados e outros produtos destruídos e espalhados pelo chão.
Um dos comerciantes mais prejudicados, José Eudes, lamentou a perda das duas lojas que mantinha na feira, uma de frente para a outra. “Queimou tudo”, relatou ao Correio ao estimar um prejuízo de ao menos R$ 300 mil. Ele comentou que perdeu principalmente muitas calças jeans, pois deixou todo o estoque no galpão. O comerciante acompanhou o trabalho do Corpo de Bombeiros desde as 3h. “Agora é só esperar. A perícia está aí e vai dar um diagnóstico completo”, afirmou.
Uma das funcionárias da administração do Feirão Popular dos Fabricantes, um dos 19 galpões que compõem a Feira dos Goianos em Taguatinga, relatou que o fogo destruiu a encanação e a água inundou algumas salas. “Estão subindo lá e tentando arrombar uma porta que travou e não sabemos como está. Só se sabe que alagou tudo, estourou toda a encanação. Estamos aguardando”, comenta Alaide Castelo, 45. Ela contou que toda a movimentação financeira está guardada no escritório, onde ela trabalha há 7 anos. “A administração do feirão é feita aqui. A gente tá desolado, porque chega aqui para trabalhar e encontra toda essa confusão”, reclamou.
Danilo Queiroz/Esp. CB/DA Press
Geralda Fernandes, 52 anos, também aguardava alguma notícia sobre a banquinha de conserto de roupas que mantém no galpão. “A gente tá aqui vendo se consegue trabalhar”. Ela também falou da tristeza que é para muitos comerciantes que perderam seus negócios por conta do incêndio. “Cheguei aqui e me deparei com essa cena triste”.
Thiago Barbosa, 18 anos, que trabalha em uma pastelaria, que existia há cerca de oito anos no local, está preocupado com os produtos perecíveis. O comércio dele não foi atingido pelo fogo, mas por conta do desligamento da energia elétrica, para o trabalho do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil, os refrigeradores estão desligados. “Na pastelaria não atingiu nada. O problema são as coisas que eu deixei, como queijo, massa de pastel, carne, que a gente trouxe esses dias”, lamenta. Ele conta que só chegou à feira nesta manhã, depois que foi avisado sobre o incidente. “Quando a gente chegou já tinha praticamente apagado tudo”.
A primeira viatura chegou ao local poucos minutos depois, mas as chamas só foram controladas duas horas depois

Entenda

O fogo consumiu o galpão de número 19 e, de acordo com os bombeiros, destruiu ao menos 12 lojas do complexo comercial localizado na QI 13 da Avenida Hélio Prates, em Taguatinga, durante a madrugada desta terça-feira (24/1). De acordo com o Corpo de Bombeiros, o fogo começou por volta das 2h. A primeira viatura chegou ao local poucos minutos após o incidente, mas as chamas só foram controladas duas horas depois.

Foram deslocados 53 homens da corporação, com 6 viaturas de água e 8 de apoio. Os bombeiros precisaram arrombar uma das portas para conseguir acesso ao local, que contém muitos materiais de fácil combustão, o que facilitou a rápida propagação das chamas. Duas faixas da Hélio Prates, avenida de grande movimentação em Taguatinga, foram interditadas.

Perícia

A Defesa Civil avaliou que a área permanecerá interditada ao menos até o final da tarde desta terça-feira (24/1) ou início da manhã de quarta-feira (25/1). De acordo com o coronel Sérgio, subsecretário da Defesa Civil, algumas partes metálicas foram comprometidas pelo fogo e devem ser escoradas. Ele afirma que a Defesa Civil vai aguardar a perícia do Corpo de Bombeiros e da Polícia Civil para depois permitir que os funcionários dos comércios entrem e retirem os pertences mais valiosos. “Agora o trabalho é mais de observação do comportamento da estrutura depois da ação do fogo. Esperamos que até o final da tarde ou início de amanhã tudo já tenha voltado à normalidade”. Ele afirma que o isolamento da área é necessário para a retirada de algumas estruturas, escoramento de outras e também para a recuperação da parte elétrica e hidráulica. “isso vai demandar algum tempo”, diz.

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